sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Saiba como surgiu o movimento “Outubro Rosa”

Saiba como surgiu o movimento “Outubro Rosa” Publicado em 28 de setembro de 2013 por Equipe Combate ao Câncer Como surgiu: O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org). Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org). A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo. Obelisco do Ibirapuera São Paulo-SP 02/10/2002— Obelisco do Ibirapuera São Paulo-SP 02/10/2002 A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa “num período efêmero” como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura. Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa. Fortaleza da Barra Jornal A TRIBUNA Santos-SP 12/maio/2008— Fortaleza da Barra Jornal A TRIBUNA Santos-SP 12/maio/2008 Em maio de 2008, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama sediado em Santos-SP, em preparação para o Outubro Rosa, iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. No estado de São Paulo todo ano são realizados 2(dois) mutirões de mamografia sendo, um em maio e o outro em novembro. As várias reportagens de tv e jornal, com a repercussão da Fortaleza da Barra iluminada de rosa em maio de 2008, foram apresentadas no mesmo mês no “Course for the Cure” realizado pela ong americana Susan G. Komen, no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo-SP. Nota na primeira página do jornal A TRIBUNA – 12/maio/2008. LUZ DE ALERTA – A Fortaleza da Barra ganhou ontem uma iluminação de cor rosa, colocada pelo Instituto Neo Mama. O objetivo foi chamar a atenção da sociedade para o Dia Estadual de Prevenção ao Câncer de Mama (no próximo domingo) e homenagear as mães. Estatua do Cristo Redentor Rio de Janeiro-RJ - Outubro/2008 — Estatua do Cristo Redentor Rio de Janeiro-RJ – Outubro/2008 Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos o Brasil foi ficando iluminado em rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI, Poços de Caldas-MG e outras cidades. O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. E pela primeira vez, o Cristo Redentor ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa. Fortaleza da Barra Santos-SP - Maio/2009— Fortaleza da Barra Santos-SP – Maio/2009 Em maio de 2009, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, novamente iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. Pinacoteca Benedicto Calixto Santos-SP - Outtubro/2008— Pinacoteca Benedicto Calixto Santos-SP – Outtubro/2008 Em outubro de 2009, se multiplicam as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil. Novamente as entidades relacionadas ao câncer de mama e empresas se unem para expandir a campanha. Com uma visão estratégica o Instituto Neo Mama vai iluminar 2 (dois) locais em Santos-SP, a Fortaleza da Barra e Pinacoteca Benedicto Calixto do dia 23/10/2009 até o dia 02/11/2009. Esse período é em função de ficar próximo do Mutirão de Mamografias que será realizado pelo Governo do Estado de São Paulo no dia 14/11/2009. Como os locais iluminados ficam em frente à praia, os mesmos poderão ser vistos pelos turistas dos navios de cruzeiros e os do feriado prolongado de Finados onde aumenta o número de turistas. Fonte: Site do Outubro Rosa

Câncer de mama: apoio do companheiro é comum e essencial para a cura

Publicado em 3 de outubro de 2013 por Equipe Combate ao Câncer Existem diversas formas de apoio durante o tratamento, seja com carinho, palavras, abraços ou atitudes; o companheirismo não pode faltar "Choramos juntos, ele foi um companheirão. Nosso casamento teve um reforço no amor e na confiança um no outro. Na verdade, ele foi meu super-herói", contou a jornalista Daniela Milidiu Foto: Divulgação— “Choramos juntos, ele foi um companheirão. Nosso casamento teve um reforço no amor e na confiança um no outro. Na verdade, ele foi meu super-herói”, contou a jornalista Daniela Milidiu Foto: Divulgação “Choramos juntos, ele foi um companheirão. Nosso casamento teve um reforço no amor e na confiança um no outro. Na verdade, ele foi meu super-herói”. A jornalista Daniela Milidiu, 47 anos, ainda se emociona ao lembrar-se de tudo que enfrentou para se curar do câncer de mama. O herói citado por ela é o marido, Felipe Centeno, 50 anos. Daniela demorou meses para ser diagnosticada, mesmo suspeitando de que havia algo de errado com o seio. “Tirei a mama toda, fiz quimioterapia por nove meses e radioterapia”, contou. Do momento do diagnóstico até o final do tratamento, o marido permaneceu ao lado dela. Casos de apoio, como o retratado pelo casal Michel (Caio Castro) e Sílvia (Carol Castro) em Amor à Vida, são cada vez mais comuns. “As chances de cura aumentaram. Quando o câncer era mais associado à morte, o abandono era maior. Como hoje temos tratamentos mais eficientes, é mais raro abandonar”, disse o presidente do Conselho Técnico Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Ricardo Caponero. Poder corrigir com mais facilidade a mutilação sofrida com a mastectomia é outro fator impactante, disse o diretor do Centro Oncológico de Niterói, Mixel Tenembaum. Os procedimentos, “principalmente os feitos com planos de saúde particulares, já permitem que, junto com o mastologista, haja um profissional para fazer a correção da parte estética”, relatou. A falta da mama pode gerar vergonha do companheiro na mulher, comprometer a vida íntima e culminar na separação, acrescentou Tenembaum. Para o oncologista da Oncomed de Belo Horizonte, Ellias Magalhães, a reação do marido é influenciada também pelo nível sociocultural e pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) apresentam mais casos de abandono pelo cônjuge do que os particulares. “Ouvi relatos pesados de maridos que disseram ‘olha, eu não sou para ter mulher aleijada, com um seio só, não dou conta disso’. Outros arrumaram amantes”, contou Daniela. Os relatos de Daniela são exemplos dos casos mais frequentes, segundo Magalhães, pois estão ligados à feminilidade da mulher. “Tanto a queda do cabelo como a retirada da mama afeta a estética feminina”, disse o oncologista, e alguns homens não conseguem lidar com a mudança. O problema, para Caponero, é enxergar a companheira como mulher e não como um par de seios, pois não é a falta de uma mama que vai acabar com a sexualidade do casal. A questão, segundo o oncologista, é psicológica, como contou Daniela. “Eu não me sentia à vontade pelada, mas achamos maneiras de não colocar tanto peso na aparência. Vi que não era só a minha forma que atraía o meu marido, mas meu conteúdo”, disse ela. A gente fica com vergonha. Até para ter relação, mas depois ele me deixou tão à vontade, me elogiava tanto, que eu comecei a me sentir linda careca Ana Carolina Calabro Queiroga – 37 anos